Tenho amor incondicional pelas pessoas que entram em minha vida e sinceramente, não sei o quanto isso é bom nos dias atuais. Talvez esse seja meu pior defeito.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Não chorei, não gritei, não fiquei chateada, não bati pé. Pra que fazer tanto barulho? Que vá, nunca me pertenceu.

O amor '-'

Foto: A cena era muito simples: nós dois, um bar e eu mexendo no cordão dele- que era só um acessório, mas eu, como sempre, interpretava mundos naqueles pingentes. Uma chave e um cadeado sem espaço para chaves. Um cadeado que só abriria com a força bruta, arrombado, quebrado, violentado. E essa ideia se espalhava pelo meu pensamento, se ecoando e desdobrando em mil possibilidades e hipóteses e simbolismos implícitos. Ele falava sobre a origem da chave, pulava pra outro assunto, depois outro e outro, mas eu já tava presa na metáfora da chave. “Tô chateada que o seu cadeado não abre.”, deixei escapar como um soluço. Porque a cena, apesar de muito simples, sintetizava toda a minha vida, minha sina e meu vício. O hábito de desligar a minha atenção do mundo e deixar passar todos os avisos, diálogos, sinais, todas as verdades, enquanto eu maquino uma maneira sutil de invadir cadeados. Me senti ridícula e aliviada por me sentir assim a tempo. Antes de qualquer processo bruto de tentativa de abertura.  Sem ter tido que usar a força: nem pra ficar, nem pra ir embora. Porque meus joelhos já não suportam o peso de entrar pela janela. Os arranhões  ensanguentados de procurar uma chave inexistente embaixo do tapete, dia após dia. Agora, se não me der a chave da porta da frente, por livre e espontânea vontade, eu respeito a tranca. Eu levanto bandeira branca, pro vermelho não me simbolizar sangue, só amor. 

Marcella Fernanda"O amor, abusado e espaçoso, que entra sem bater na porta e se instala é o mesmo amor, egoísta, que vai embora e leva tudo com ele. Leva o que ele construiu, o que já encontrou pronto e leva -principalmente- todos os espaços entre os dois ex-amantes. Veja só, não coube sermos amigos, não couberam programinhas num fim de semana parado. O clima pesado de te olhar e não te pertencer me angustiava, o alívio de estar feliz por estar fora de nós me esmagava. Acho que o fim de nós, também rompeu os laços, quem diria? Sempre acreditei que não. Sempre preservei a ligação especial que a gente tinha, apesar e acima de qualquer outra coisa. Mas a ligação se desligou, é uma pena. Um pouco triste nosso tudo ter se transformado em coisa tão pequena, numa história pra contar. E, hoje em dia, nem me soa como uma história bonita. Que ironia. Tanto estrago e tanto grito pras paredes. Tantas palavras que cortavam mais do que a navalha mais afiada desse planeta. Viramos cicatrizes. Odeio não ser capaz de começar a falar de você, sem terminar falando de dor. Mas não te odeio não, viu? Queria dizer que te perdoo, de verdade. Talvez não por merecimento seu, mas pelo mesmo motivo que perdoei todos os outros e vou perdoar todos os próximos: porque amor é tudo que eu tenho pra dar. Porque só sentimentos bons ficam guardados no meu peito. Se você foi um imbecil, tudo bem, foi, tá feito. Mas sou tão amor, que sou incapaz de odiar."

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Decreta ;)


A gente precisa aprender que tudo começa a partir do momento que a gente decreta. Não adianta ler mil livros de auto ajuda, não adianta ouvir mil conselhos de amigas, de pai, de mãe, não adianta chorar, espernear, descabelar, não adianta falar pro mundo inteiro que vai mudar se lá dentro de você essa mudança ainda não começou...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O amor não mata !


"Ninguém morre de amor. Às vezes até parece que mata, às vezes você até quer que mate, mas, na real, ninguém morre de amor. Quando você põe a cabeça pra fora d'água, vê que ainda tem muito ar pra respirar."

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Eu, folgada?

Minha amiga disse que eu sou muito folgada, quero que o mundo se adapte a mim. E que esse é o meu problema, eu já começo colocando barreiras, vou morrer sozinha. Não gosto quando praguejam que eu vou morrer sozinha, como se eu estivesse fazendo por merecer esse grande final. E não gosto, principalmente, porque isso não seria um castigo e sim uma escolha. Juro que prefiro solidão a um do que a dois. Ou, no auge do egoísmo, parar com um desses carinhas que a gente sabe que são incríveis, mas não rola, não flui. Eles merecem ser amados e eu não tenho o direito de privá-los disso. Acredito que folgada seja quem se espalha nessa comodidade. Não crio barreiras. Elas se criaram sozinhas quando eu me posicionei pro mundo. E acho que se for pra ser, se for mesmo pra ser, o cara quebra as barreiras. Se não for, elas me poupam. E tem me poupado! De todos os tantos anos que me virei do avesso pra me adaptar aos outros, só ganhei cicatrizes. Parei. Se é a melhor postura, não sei, mas hoje eu ando sem dor. Minha amiga derruba barreiras, escancara as portas e tá aí, sem amor. Sentimento não é um favor. Prefiro ser minha a viver disposta a ser de quem for.